segunda-feira, 4 de maio de 2009

Um dia de paparazzi

Princesa Diana em foto de Gláucia Salles

Verão europeu de 1996. Eu e meus amigos paulistanos Ivo, Mara e Gláucia curtíamos um giro maravilhoso de 40 e poucos dias pela Europa, que incluiu algumas das principais cidades da Espanha, Itália e Alemanha, além de uma passadinha pela Áustria. Naqueles exatos dias andávamos encantados por Roma quando, após subirmos a escadaria da Piazza Spagna, eu e a Gláucia deparamos com uma pequena aglomeração de pessoas em frente a um prédio muito charmoso. O Ivo e a Mara tinham ido à estação ferroviária comprar nossas passagens pra Veneza. Perguntei a um dos que lá estavam o que acontecia e ele respondeu “Princess Di”. Aquele prédio baixo e sem qualquer sinalização era, na verdade, um hotel de luxo, e de lá de dentro sairia, a qualquer instante, aquela que era então uma das mulheres mais famosas e queridas do mundo, a Princesa Diana. Decidimos fazer o mesmo que as 40 ou 50 pessoas e esperar alguns minutos.

Comentei com a Gláucia que se aquilo acontecesse no Brasil, certamente a aglomeração seria bem maior e, provavelmente, bem menos calma. A maquina fotográfica, ainda aquelas “de filme”, estava comigo, mas a entreguei à Gláucia, que é uma mulher de 1,80m, portanto, mais indicada que os meus 1,75m para conseguir uma foto no meio de europeus bem alimentados.

Nisso chegou um carro preto, se não me engano um Rolls Royce. O carro encostou próximo à entrada do hotel e as pessoas passaram a ficar mais ansiosas, ela ia aparecer. Dito e feito, junto à porta de vidro do hotel que se abria surgiu a belíssima princesa e seus olhos e sorriso luminosos. Ela acenou para as pessoas, que aplaudiam emocionadas. A Gláucia tirou 2 ou 3 fotos dela saindo do prédio e indo até o carro, acompanhada de um casal por nós desconhecido. Foi quando a Gláucia teve a ideia de se virar para o lado contrário, pois aquela rua estreita só permitiria que o carro saísse por ali, nós que estávamos posicionados entre os últimos da pequena turba. O carro passou exatamente colado a nós, em velocidade baixa o suficiente para que pudéssemos obter esta imagem aí de cima.

Quase que um ano após isso, Diana morreria em Paris, tentando se desvencilhar de implacáveis paparazzi.

Um comentário:

Vivica Bolacha disse...

Também já tive meu dia paparazzi. A única diferença é que não eram príncipes e nem hotel de luxo. Foi com os jogadores do Internacionla mesmo, ali no Beira Rio.

Beijos