terça-feira, 16 de junho de 2009

Novo blog, antigo sonho

Foto sem crédito


Acabo de criar um novo blog, o Notas & Trillhas (www.notasetrilhas.blogspot.com). Será um espaço muito pessoal, que nasce com a pretensão de narrar um pouco do meu passado e presente em torno da música. A razão disso é que quero lançar um CD com músicas próprias. Também quero, ainda este ano, inaugurar uma página no MySpace com o registro de parte do repertório que estará no CD. Isso implica em muita coisa daqui pra frente e também em muita coisa daqui para trás. Então, além de relatar um pouco de como será essa produção, de comentar um pouco sobre a gênese das composições, entre outras coisas, no blog também quero mostrar como cheguei a esse projeto. As influências, as experiências, as pessoas, os instrumentos, os (quase) eternos hiatos. É isso. A coisa ainda não está bem formatada, mas irá ganhando corpo aos poucos, como acontece com todos os blogs. Querendo, apareça. Será uma grande alegria recebê-lo por lá.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O Nelson que o Nelsinho não quer ser

Nelsinho Piquet em foto sem crédito

Gosto de assistir às corridas de Fórmula 1. Não sou um daqueles aficionados, mas acompanho. Isso se deve muito pelas vitórias que os pilotos brasileiros conquistaram ao longo das últimas décadas, especialmente o Ayrton Senna. Cresci vendo os brazucas estourarem champagne nas manhãs de domingo. O campeonato, este ano, está interessante e estranho. As equipes que sempre estiveram na ponta, como a Ferrari e a McLaren, estão penando para marcar seus pontinhos. A coisa chata é que já tem um piloto pintando como provável campeão, o britânico Jenson Button (não, ele não é parente do Benjamin Button) e isso sem nem termos chegado à metade da competição.

Uma das coisas que está chamando a atenção este ano é a saga do estreante Nelson Ângelo Piquet, o Nelsinho Piquet. Definitivamente, o guri não está se dando bem, apesar de correr por uma das principais equipes do chamado circo, a Renault. Até aí, tudo bem, chegar ao estágio de competir nessa categoria é para poucos, e ter sucesso, então, é para menos ainda. O problema é que a situação do rapaz extrapola as pistas. Como todos sabemos, ele é filho do tri-campeão mundial Nelson Piquet. O Piquet nunca foi nem nunca fez muita questão de ser, uma pessoa simpática. Mas é um nome respeitadíssimo na história desse esporte e um cara inteligente.

Porém, parece que o Piquet não está se dando conta de que seu filho não nasceu pra ser um grande piloto, quiçá um campeão como ele. Como diz minha mulher, ela sim uma entusiasmada pela Fórmula 1, está na cara que o guri não gosta do que faz. Ou no mínimo não gosta de ter a obrigação de tentar ser um “novo Piquet”. Não gosta, não consegue e não vai ser. E o pior, está prestes a perder seu lugar na equipe atual, talvez até um lugar na própria categoria. Fico imaginando a pressão que ele vemsofrendo. Acredito que, inicialmente, o Nelsinho queria, sim, correr pela F-1. Claro, muita grana, muita fama, tudo parecia estar ao alcance das suas mãos, naturalmente, via sobrenome. E também, é bom que eu diga, pelo relativo sucesso que ele teve nas categorias “de entrada” da Fórmula 1. Porém, agora que ele está vendo que a coisa não é bem assim, acredito que esteja querendo mais é sumir dali. Porque ele não só já viu que nunca será um “novo Piquet”, como também já deve saber que corre o sério risco de ficar marcado para sempre como um mau piloto. À medida que ele vai tendo seguidos insucessos nas provas, mais ele se arrisca e mais exposto ao erro fica.

Ser filho de um pai famoso e vencedor, vencedor no sentido competitivo mesmo, como é o caso do Nelsinho Piquet, não é tarefa fácil. Principalmente quando o filho tenta se dar bem na mesma atividade em que o pai brilhou. Claro, o sobrenome abre portas, sem dúvida abre, mas também traz consigo uma carga muito grande de expectativa, de cobranças, de pressão. O risco da promessa virar uma decepção está sempre presente. Espero que esse moço encontre seu próprio caminho, coisa que, no fundo, é o que todos procuramos por aqui, seguirmos pelo caminho que escolhemos seguir, e da melhor forma possível.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Redescobrindo o Mikado

Receita com tofu, em foto sem crédito

Quando cheguei a Curitiba, em setembro de 1997, tudo era novidade. Ou praticamente tudo, já que eu conhecia o Bar do Alemão, no Largo da Ordem, e o restaurante Madalosso, no bairro de Santa Felicidade. Isso porque houve uma época em que cheguei a vir para cá algumas vezes com minha amiga Maria, passar o sábado à noite enchendo a caveira de chope no Alemão e o domingo comendo frango com polenta no Madalosso. A irmã mais nova da Maria estudava história na Federal, por isso tínhamos onde ficar por aqui.


Mas fora isso e alguns poucos parques, além de dois ou três cafés da Rua XV, eu nada mais conhecia de Curitiba. Justamente por isso, meu primeiro período curitibano foi muito gostoso. Eu vivia como um turista de domingo a domingo, olhava para tudo com olhos de turista. Acho que essa sensação durou uns dois anos, ou quase isso. É bom dizer que contei com o auxilio luxuoso da Heloisa, a Lolô (que hoje mora em Londres), que se dispôs a me levar a uma porção de lugares legais, especialmente aos restaurantes e bares mais bacanas.

Um dos restaurantes que eu conheci nesse trecho do tempo foi o Mikado, lugar muito simples na histórica e ainda não tão decadente Rua São Francisco, próxima ao Largo da Ordem. Eu gostava muito de ir lá quando trabalhava no centro. Depois, acabei indo para outras regiões e deixei de bater ponto no Mikado, até que me esqueci dele. Semanas atrás me dei conta de que voltei a passar meus dias da semana bem perto desse buffet de comida oriental naturalista. Desde então, voltei a frequentar a tigela fumegante de missochiro, as saladas sempre muito frescas e variadas, o gengibre ralado puro ou despejado no molho shoyu, os inúmeros cereais , os makizushi (espécie de sushi), o tofu servido in natura e de outras diversas maneiras, os legumes mais ou menos conhecidos, o frango empanado, o rissole de peixe, a infalível melancia cortada em pedaços sempre muito doces e as sobremesas às vezes estranhas, como a que comi ontem e até agora não sei o que era.


Foi uma redescoberta pra lá de agradável, alguns minutos em que esqueço de tudo e me concentro numa alimentação saborosa e muito saudável, que compensa os crimes gastronômicos que adoro cometer à noite. Falo de salaminho, de mortadela, de queijos e de alguma bebida, nada muito mais que isso.

Se você é de Curitiba e gostou da dica, anote:

Mikado

Rua São Francisco, 126 - Centro
Funciona de segunda a sábado, das 11h às 14h30
Buffet livre, que inclui suco e sobremesa: R$ 9,00

terça-feira, 2 de junho de 2009

Desvendado o místério...

Uma tiriva, espécie de periquito que está ameaçado de extinção, em foto de Orlando Kissner, publicada no blog do Zé Beto

Olha por que vive caindo pinhão já mastigado dos pinheiros ;-)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ela cantou

Nana Caymi, em foto sem crédito

Neste domingo, fiquei até tarde sintonizado na TV Globo, especialmente para ver e ouvir a Nana Caymi. Ela foi uma das cantoras que homenagearam Roberto Carlos no show "Elas Cantam Roberto", gravado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e que certamente deverá virar DVD. Claro que me interessavam outras cantoras anunciadas, como a Zizi Possi, a Luiza Possi e a Ana Carolina, por exemplo. Mas era pela Nana que eu mais aguardava, pois não me lembro de tê-la ouvido antes cantar algo do Roberto. O repertório da noite foi impecável, as músicas escolhidas foram, quase sem exceção, todas do período mais criativo e romântico do Rei. Mas o resultado acabou sendo muito desigual. A Sandy não se deu bem cantando num tom mais grave, já que sua voz costuma funcionar muito melhor quando transita pelas notas mais altas. A Marilia Pera inventou uma apresentação teatral em cima de uma das músicas mais chatas que o Roberto gravou em sua carreira, a "120...150...200 Km Por Hora". Confesso que me senti constrangido vendo aquilo, e acredito que muita gente sentiu o mesmo. Wanderleia e Daniela Mercury juntas foi um negócio que não deu liga, fora que o figurino escolhido por ambas não combinou com o palco do Municipal. Mas a Ana Carolina cantou muito, assim como a Claudia Leite, que me surpreendeu com sua interpretação. De se registrar o que foi a apresentação da Zizi e da Luiza Possi juntas. A Luiza é linda e tem muito talento, eu aposto muito nela. Mas deu a impressão de estar um pouco contida, talvez intimidada por fazer um dueto com a voz maravilhosa da mãe, que por sua vez pareceu ter se segurado um pouco, também, quem sabe para não se sobressair tanto, porque quem conhece a Zizi sabe que ali tem muito mais. Mas eis que ela entra. A Nana escolheu uma das mais doloridas canções do repertório romântico do Rei, a "Não se esqueça de mim", e emocionou, assim como deu impressão de quase ir às lágrimas, em determinados momentos. Foi muito bonito, para mim o ponto alto do show. Só não entendi por que colocaram o Roberto no palco para dizer o mesmíssimo texto bobo no início e no final do programa. Acho que alguém lá comeu bola na hora de editar o material, porque não fez o menor sentido. Na média, foi um programa irregular, como geralmente acontece num programa deste tipo. Porém, a ideia foi interessante e válida, ainda mais se a gente considerar que os musicais têm sido cada vez mais raros nas TVs abertas.