quarta-feira, 6 de maio de 2009

Eu e a Miss

Léa Silvia Dall'Acqua, Miss São Paulo 1979, em foto sem crédito

Silvia Novais, Miss São Paulo 2009, em foto sem crédito

Ainda um pouco nessa toada nostálgica que iniciei com o post sobre a Mônica, na semana passada, eis que no próximo sábado teremos o concurso Miss Brasil 2009. Isso mesmo, aquele evento pra lá de cafona vai acontecer de novo. No passado, o concurso tinha grande repercussão na mídia e atraía a atenção do público televisivo (palavrinha antiga, né?). Ainda hoje, muita gente assiste e torce por suas candidatas favoritas, mas o interesse caiu muito.

A mais famosa delas certamente foi a baiana Martha Rocha, a primeira Miss Brasil, eleita em 1954, que até virou nome de torta nas confeitarias de Curitiba. E uma torta muito da gostosa, diga-se. Tivemos também a Vera Fisher, que representava Santa Catarina e se elegeu em 1969, partindo daí para uma carreira de destaque como atriz. Além das duas, raras foram as misses que conseguiram sobreviver na mídia após o concurso.

Minha história com essas beldades (outra palavrinha antiga) é curta e pouco importante, mas aconteceu. Eu era office-boy (função extinta há tempos) de um jornal de bairro em São Paulo, a "A Gazeta da Zona Norte". Foi meu primeiro emprego, conseguido aos 14 anos, numa época em que o trabalho, ao menos para os meninos das classes mais populares, começava oficialmente nessa idade. Certa vez, fui incumbido de ir à casa da Léa Silvia Dall'Acqua, recém eleita Miss São Paulo. Ela era modelo e morava em Sampa, no bairro de Santana, apesar de ter concorrido como representante da cidade de Campinas. Eu tinha que buscar um envelope com fotos dela, que seriam publicadas no jornal para ilustrar uma matéria alusiva à conquista.

Lembro que ela me atendeu na sala de um sobrado comum de classe média, e me pareceu ser realmente uma mulher bonita. Bonita e delicada. Confesso que eu não tive, assim, muita noção de que estava diante de uma mulher bonita. Apenas peguei o envelope das mãos dela, agradeci e fui-me embora. Mas que me senti animadinho, isso me senti. Na volta, já dentro do ônibus, claro que abri o envelope pra espiar as fotos ;-)

Sei que depois ela ficou em terceiro lugar no concurso de Miss Brasil, ganhando o direito de representar o país no Miss Mundo, em Londres, onde se classificou em sexto lugar. Nunca mais ouvi falar dela. Uma curiosidade, se posso falar assim, é que a representante de São Paulo que vai concorrer no próximo sábado ao Miss Brasil, 30 anos depois do meu encontro com a Léa, também representou Campinas e também tem Silvia no nome. Só isso. Não falei que era algo sem importância?

3 comentários:

Vivica Bolacha disse...

A única proximidade que eu tive com alguma miss foi porque nasci em 86, quando a gaúcha Deise Nunes ganhou o Miss Brasil. E ela é colorada. Mas é só isso.

(l' excessive) disse...

Bela lembrança dos seus tempos de office-boy. E, para contribuir com essas reminiscências, lembro quando a gaúcha Ieda Vargas foi eleita Miss Brasil e depois, Miss Universo. Eu era menina ainda, mas lembro perfeitamente do acontecimento pois foi um alvoroço aqui no sul do Brasil: uma gaucha Miss Universo.

adelaide amorim disse...

Essas lembranças dão um toque de alegria - são paetês da memória :D
Um beijo, Marcelo.