segunda-feira, 27 de abril de 2009

50 anos e uma música

Roberto Carlos em foto sem crédito

No último 19 de abril, ele completou 68 anos de idade. Ele, o cantor e compositor Roberto Carlos, que ostenta até hoje o título de Rei. Rei do disco - vendeu zilhões ao longo da carreira - rei da música romântica, rei de popularidade. Goste-se ou não do Roberto, não dá pra ignorar a presença dele na nossa cultura popular, desde seu surgimento para o público, na época da Jovem Guarda, até a fase mais prolífica das décadas de 1970/1980, quando a cada final de ano ele lançava ao menos meia dúzia de clássicos românticos.

Neste 2009, o Rei comemora 50 anos de carreira. Um show comemorativo já aconteceu no próprio dia 19 de abril, em Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo, sua cidade natal. Não sei exatamente o que se deu por lá, mas não duvido que tenha sido um coquetel de sucessos e emoções, no palco e na platéia.

O mais próximo que estive do Roberto, se se pode dizer assim, foi quando conheci sua filha, a Luciana, que era amiga da divertida Ana Lúcia, com quem trabalhei em São Paulo. Foram apenas dois contatos, e guardo dela a imagem de uma mulher de beleza surpreendente e sorriso luminoso. Assim como aconteceu em várias famílias das classes populares do país, que se formavam na época em que o artista era praticamente uma unanimidade nacional, na minha também existe uma homenagem ao Rei. Minha irmã mais nova nasceu em um 19 de abril, por isso recebeu o nome de Luciana.

Os discos do Roberto, na forma de LP, estavam entre os mais ouvidos na vitrola de casa, que tinha quase o tamanho desses freezers verticais, uma peça linda, toda de madeira, da extinta marca Telefunken. Minha mãe era fã de todo o pessoal que vinha da Jovem Guarda, então era natural que ouvíssemos muita coisa do Rei. Ainda hoje sei cantar quase todas as músicas que ele gravou em sua fase mais criativa, e isso é algo que não me furto a confessar.

Confesso mais que isso. Confesso que tenho uma música que ficaria linda na voz dele, uma que compus aos 17 ou 18 anos de idade, por aí. Tenho certeza que ela caberia perfeita na voz e na interpretação do Roberto, mas quando conheci a filha dele eu estava tão afastado das coisas da composição, do sonho da música, que deixei passar a oportunidade de pedir que ela mostrasse o material pro pai famoso. Quem sabe um dia isso acontece do jeito que tem que ser, não é?

4 comentários:

adelaide amorim disse...

Poucos cantores populares conseguem o status de RC. Uma carreira de êxitos.
Quem sabe ele ainda grava essa sua composição? Desiste não, primo.
Beijo pra você.

ricardo silva disse...

Nunca diga nunca, estou contigo e não abro.

PITA BRAGA CÔRTES disse...

Me deu leve impressão que você se desculpa ao demonstrar "Certa Queda" por Roberto Carlos, quando vc diz:

*Goste-se ou não do Roberto, não dá pra ignorar a presença dele na nossa cultura popular

*Ainda hoje sei cantar quase todas as músicas que ele gravou em sua fase mais criativa, e isso é algo que não me furto a confessar.

Po, somando-se a ele a explosão criativa de Erasmo Carlos, temos mais é que ter total orgulho de suas criações.

Eu, particularmente, Imagino várias e várias musicas deles sendo tocadas pela FILARMÔNICA DE LONDRES.

Chegue lá, Bicho, Vai atrás da Filha, Urgente.....
Se Vira Nos 30.......

Agora que publicou seu Sonho, Virou Compromisso !

SUSSE !!!

Marcelo Amorim disse...

Adelaide e Ricardo, ainda não desisti. Na verdade tentei um outro caminho, sem "intermediários", e não tive retorno. Mas acredito que a coisa pode acontecer, só não sei ainda como.

Pita, muito bom seu comentário. Você tem razão, mas é muito por conta do caminho que o Roberto escolheu seguir de uns anos pra cá que acabei me distanciando da carreira dele, eu e muita gente que curtia as coisas lindas que ele fazia nos anos 1970 e início dos 1980. Daí minha preocupação de deixar claro que gosto do que ele foi como compositor, não das coisas que ele começou a compor e gravar de uns anos para cá. Porém, o artista que ele é sempre merecerá de mim o maior respeito e admiração.