domingo, 21 de setembro de 2008

A de Adelaide


nem sempre sou o que
desejei
a imagem boa de ver
a primeira vista do amor
e tudo aquilo que narciso viu em seu engano

enquanto o lago esteve cristalino
não precisei dele

Narcísica, Adelaide Amorim

Tiago Recchia e as eleições


terça-feira, 16 de setembro de 2008

O gato e a câmera

Esse vídeo vai especialmente para quem, como eu, gosta de gatos. O bichano fica fascinado com a câmera, veja clicando aqui: http://www.youtube.com/watch?v=muLIPWjks_M&eurl=http://www.bluebus.com.br/show/2/86555

Publicado no Blue Bus

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Não foi porque estava feia

Foto sem crédito

Segundo a versão online do The Sun, Amy Winehouse não compareceu neste domingo à sua festa de aniversário de 25 anos em um clube de Londres. Diz o Sun que Winehouse "perdeu um bolo em formato de guitarra que era para ser a grande atração no evento". E que não foi à festa porque estava "muito feia pra sair de casa".

Nota deste blogueiro: também não fui à minha festa de aniversário, no último dia 10, mas foi por outros motivos ;-)

domingo, 14 de setembro de 2008

Que tela de LCD, que nada!

Foto-poesia de Gilson Abreu

Publicada no blog do Zé Beto

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

É pra subir o som

A banda curitibana Áyira. Foto de Marcelo Cozzo

O Áyira faz rock, e rock do bom. Com peso, vibração e ótima sonoridade na base, nos solos e nos riffs de guitarra, mandaram muito bem no primeiro CD. O negócio parece impregnado de super bonder: gruda. É uma galera musicalmente talentosa, que corre atrás do que acredita. E tem que acreditar mesmo, porque o trabalho tem qualidade e é verdadeiro. Palavra de quem é chato pacas pras coisas que chegam pelo ouvido.
Na foto acima, da esquerda para a direita, Paulo/guitarra, Ricardo/bateria, Cléber/voz, Marko/baixo e Marcelo/guitarra.

Pra saber mais, baixar músicas e tal:
www.ayira.com.br

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Cena

Rio Sena, Paris. Foto de Letícia Busarello

nem o rio, nem o tempo
passo eu
e esse momento

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Itabuna azulada

Rio Cachoeira duplica o céu da baiana Itabuna, em foto inspirada de Waldyr Gomes

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Apaguem a luz

É feriado em Curitiba, dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz. A preguiça é tanta que chega ao Pinheiro Seco, onde o Preju só pede uma coisa: apaguem a luz, por favor... não a da santa, a da sala.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

No mínimo, uma máxima

"Cleptomaníaco é um ladrão rico. Ladrão é um cleptomaníaco pobre."
Apparício Torelly, o Barão de Itararé

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Um dia pelo outro

Verônica de Almeida. Foto sem crédito

Seguidas dores nos ombros passaram a incomodar, mais e mais, a vida da então campeã baiana de natação Verônica de Almeida. Em pouco tempo, as dores se agravaram e as articulações da região ficaram estáveis. Nadadora jovem, à flor dos 20 anos, Verônica foi obrigada a se submeter a cirurgia. Que se seguiu de outra. E de mais outras depois. – Quando vi, tinha feito cinco operações nos ombros. Mas meu ombro não parava de deslocar. Fiz fisioterapia. Sem resultado. Aí decidi parar de nadar – afirmou.
O episódio relatado aconteceu há mais de dez anos. À época, Verônica nem desconfiava que portava o gene da Síndrome de Ehlers-Danlos, doença rara que ataca articulações e reduz a produção de colágeno do corpo humano. A doença existe em vários graus, e o da nadadora – 7 – é o mais degenerativo.

Há dois anos, Verônica pôs fim ao isolamento da água. Por saudade e necessidade. O exercício físico ajuda a conter a ação da síndrome. E se destacou no paradesporto. – Cada dia nadado é um dia a mais que ganho de vida – contou. De fato, cada dia dentro d'água é importante para ela, embora aos poucos ela venha perdendo as articulações – nada apenas com o braço esquerdo e usa cadeira de rodas.

Os médicos estimam, dada a gravidade da doença, expectativa de vida entre dois e seis anos. Mas viver com dias contados é uma imposição que não a faz desmoronar. – Sempre digo que fui escolhida por Deus. Tive dois filhos, e não havia registro de portadora que conseguiu dar à luz – disse, em alusão aos gêmeos Marcelo e Bianca. Pequim representará um novo ciclo na vida desta guerreira. Classificada para três provas, ela quer medalha e nova chance de vida. Depois dos Jogos, ela irá a um centro na França, submeter-se a um tratamento inédito da síndrome a partir de uma droga já testada em animais. Uma aposta, mas que pode render-lhe até 30 anos mais.

por Paulo Roberto Conde, Msn Esportes

Quem é, é

Foto sem crédito

"As coisas já estavam ruins, nesse Brasil desmantelado, e agora acabaram de piorar. Foi embora, certamente para um lugar melhor, o grande Eurípedes Waldick Soriano, meu amigo velho, um dos maiores artistas desse nosso país. Sujeito de enorme talento, muitas vezes injustiçado e abandonado por quem não entende a verdadeira alma do povo brasileiro. Mesmo tendo avisado: "Eu não sou cachorro não!". Um poeta e músico dos melhores que pisaram nessa terra, esse baiano de Caitité. Vá em paz, amigo, pois, conforme você mesmo me disse quando nos conhecemos, quem é, é!"
Publicado no blog do Falcão

dia d

passei
o dia inteiro
pela
metade

Sem véus

A autora de "Persépolis", Marjane Satrapi. Foto sem crédito


Marjane Satrapi era apenas uma criança quando a revolução islâmica derrubou o xá do Irã, em 1979. Bisneta do antigo rei da Pérsia, ela cresceu em uma família de esquerda, moderna e ocidentalizada, e estudou numa escola francesa e laica. Com a chegada dos extremistas ao poder, as meninas foram obrigadas a usar o véu islâmico na escola e a estudar em classes separadas dos meninos. Era só o início de uma série de mudanças profundas em sua vida - assim como na de todos em seu país. Em "Persépolis", autobiografia escrita em quadrinhos, apesar de narrar a tragédia que foi a implantação do regime xiita no Irã, não faltam à trama humor e sarcasmo para narrar os acontecimentos políticos de um ponto de vista único, que desfaz os lugares-comuns sobre o país e conta sua história antiga e recente. Na aparente simplicidade da narrativa e dos desenhos, revelam-se as nuances de um complicado processo histórico, que até hoje tem seus desdobramentos.

"Persépolis" foi lançado na França, em 2001, por uma pequena editora independente. Tornou-se um fenômeno de crítica e público. No mesmo ano, o primeiro volume ganhou o importante prêmio do salão de Angoulême, na França. A série teve os direitos de publicação vendidos para Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Israel, Suécia, Finlândia, Noruega, Japão, Coréia do Sul, Hong Kong, Turquia e Estados Unidos.

Fonte: Companhia das Letras

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Foi mal, Maurício!

Os "jovens" Mônica, Cascão, Magali e Cebola (ex-Cebolinha)

Eu juro que não tinha lido nada ainda sobre isso. Estou em Campinas, portanto, no Brasil. E fui deparar com essa informação no blog do Carlos Lopes, que mora em Lisboa. Pois foi ele quem revelou essa notícia que eu considero explosiva: a Turma da Mônica cresceu! Cresceu e ganhou feições ao estilo mangá, o tradicional traço japonês. É isso mesmo, e parece que já tem um gibi nas bancas com esse povo todo com pinta de pós-adolescente. É o que o Carlos está dizendo e eu estou acreditando, embora não queira acreditar. Essa turma não podia crescer, oras. E já que era para crescer, esses malucos aí deveriam é estar todos quarentões, já, e não jovenzinhos. Bom, caso isso seja mesmo verdade, e repito que dou crédito ao post do Carlos Lopes, quero dizer à Turma da Mônica que me esqueçam. Está certo que nunca mais comprei gibi, acho que o último deve ter sido quando o Brasil ainda era governado pelo Geisel. Mas agora, nem que eu tivesse uma recaída numa banca de rodoviária. Nem que eu regredisse mentalmente mais do que já tenho regredido. O que? O Cascão agora toma banho? A Magali controla a alimentação? O Cebolinha só troca o erre pelo ele quando fica nervoso? Alguém aí tem o telefone do Maurício de Sousa? Só porque criou a turma ele tá pensando que é Deus???

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Lina Faz

Curitiba em foto de Lina Faria, que hoje está fazendo mais um ano de vida.

domingo, 31 de agosto de 2008

Eles

A portoalegrense Viviane e o soteropolitano Weliton compondo uma mesa formada - como dizem os baianos - por uma mistura cultural da porra.

Almoço ao som de viola

Foto sem crédito

Já falei um pouco aqui sobre os distritos de Campinas. Falei que são lugares charmosos e pitorescos, com paisagem, clima, aroma e ritmo do interior, de um interior que quase não existe mais. Citei os restaurantes e bares de Souzas, Joaquim Egídio e Barão Geraldo, lugares onde a gente pode ver o tempo passar enquanto come bem, bebe bem e respira melhor ainda. Isso tudo se tornou ainda mais verdadeiro depois que fui com um grupo de amigos almoçar no restaurante Via Roça, na região do distrito de Barão Geraldo. Foi um achado neste domingo de sol, céu azul e ar fresco, um clima típico de inverno. Leva-se meia hora de carro, a partir do centro de Campinas. Um bocado de asfalto, um pouco de estrada de chão e chegamos lá, um cenário muito rústico e acolhedor, que remete a coisas boas. Logo que descemos do carro fomos recebidos pelo Noel, um vira-latas marrom que encosta em todo mundo que chega, pedindo agrado. É passar a mão pro bicho deitar manhoso, de patas pro ar. No salão externo de chão de tijolos coloniais, descobrimos um ambiente que convida a ir ficando. A música é de viola, o cheiro é de fogão a lenha e a cachaça de boas-vindas é perfumada. À mesa, chega uma comida muito saborosa, simples, bem feita e bem servida. A casa de madeira anexa à cozinha vale uma espiada, pois abriga objetos de fazenda e fotos que revelam que por ali já se apresentaram artistas como Renato Teixeira, Elomar, Almir Sater, Antonio Nóbrega, Xangai, Pena Branca e Xavantinho. Só gente boa, só coisas boas.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sol em Sampa hoje

Foto de Rafael Fazano, publicada no Blue Bus
Conhecido como "halo", este fenômeno, uma espécie de disco em torno do sol, é formado pela refração da luz solar nos cristais de gelo presentes na nuvem cirrostratus. Este tipo de nuvem, muito alta na atmosfera, é constituída totalmente de cristais de gelo e normalmente é observada antes da chegada de frentes frias - Fonte: Uol

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Enquanto isso, no blog do Thiago

Foto sem crédito

Outro dia comprei um pacote de pães de queijo congelados e fiquei pensando sobre uma frase que já vejo há tempos estampada na embalagem de diversos produtos alimentícios: "Embalado sem contato manual". Notem que esta frase nos protege apenas contra o contato manual de humanos, mas não impede que chimpanzés, calopsitas, papagaios, lêmures, suricatos, cachorros, hienas, ursos, ETs, porcos ou pandas adestrados tenham embalado o produto.

Para termos realmente certeza de que o produto alimentício é imaculado e não foi manipulado de forma alguma, sugiro aos fabricantes que utilizem o seguinte texto em suas embalagens:"Produto embalado sem contato manual humano de qualquer filo, forma, credo, raça, classe social, orientação sexual ou política; bem como sem contato de qualquer forma de vida dos reinos animal, vegetal ou mineral, sejam eles organismos pluri ou unicelulares. Para os que acreditam, este produto também não sofreu contato de nenhuma espécie que habite nossa ou qualquer galáxia do espaço sideral, seja ele um Wookie, um Sith ou um Kriptoniano."Produto X, o verdadeiro elo entre você e Deus."

Postado no blog do Thiago Pellegrin